Quintas de Música & História no Museu celebra 321 anos de Pinda com arte, memória e patrimônio
Em comemoração aos 321 anos do município de Pindamonhangaba, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, em parceria com a Corporação Musical Euterpe e a Academia Pindamonhangabense de Letras (APL), promove durante o mês de julho o projeto “Quintas de Música & História no Museu”. A iniciativa reúne música, literatura e história em uma programação gratuita realizada no Museu Histórico e Pedagógico Dom Pedro I e Dona Leopoldina, um dos mais importantes patrimônios culturais da cidade.
O museu não é apenas um palco de apresentações, é parte fundamental da proposta. Criado em 1957 e instalado no histórico Palacete Visconde da Palmeira, o espaço tem a missão de preservar e divulgar a história de Pindamonhangaba e da região. Tombado pelo CONDEPHAAT desde 1969, o edifício guarda um acervo de cerca de cinco mil peças.
O projeto é idealizado pela pesquisadora e escritora Juraci de Faria Condé, o “Quintas de Música & História no Museu” nasce como uma homenagem à cidade, unindo duas tradicionais instituições culturais em uma programação que convida o público a conhecer diferentes capítulos da história de Pindamonhangaba, sempre acompanhados por apresentações musicais.
A abertura acontece no dia 2 de julho, às 19h, com apresentação da Camerata Jovem da Corporação Musical Euterpe, sob regência do maestro Willians Jobair da Silva. Na sequência, a professora doutora Juraci de Faria Condé apresentará a trajetória da bicentenária Corporação Musical Euterpe, considerada a banda mais antiga em atividade do Brasil e da América Latina.
No dia 16 de julho, às 19h, o maestro Willians Jobair da Silva (violino) e Márcio Levi (cello) apresentam um repertório de música clássica. Em seguida, a professora doutora Suzana Salgado Ribeiro conduz a palestra “Nos Balcões da Pequena Pindamonhangaba – A história do comércio na Princesa do Norte”, inspirada na obra de Eloyna Salgado Ribeiro.
Já no dia 23 de julho, às 19h, o público poderá acompanhar a apresentação do maestro Helison Oliveira ao saxofone e, logo depois, a palestra do professor doutor Pedro de Alcântara Bittencourt César sobre “Vila Real de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Pindamonhangaba – O olhar de José Maurício Puppio Marcondes à Pindamonhangaba Colonial”, revisitando aspectos marcantes da formação histórica do município.
Encerrando a programação, no dia 30 de julho, às 19h, o Coral Júlia San Martin Boaventura, da Corporação Musical Euterpe, sob regência da maestra Denise Grazy, fará uma apresentação especial. Na sequência, integrantes da Academia Jovem Pindamonhangabense de Letras promoverão um sarau com poemas de Balthazar de Godoy Moreira dedicados à cidade, acompanhados pela projeção das ilustrações da obra “Pelas Velhas Ruas de Pindamonhangaba”, do artista J. Renato San Martin.
Para a secretária de Cultura e Turismo, Rebeca Guaragna, a escolha do Museu Histórico como cenário da programação fortalece ainda mais o objetivo do projeto. “Celebrar os 321 anos de Pindamonhangaba dentro do Museu Histórico é valorizar o lugar onde nossa memória é preservada diariamente. O Palacete Visconde da Palmeira é um patrimônio que traduz a história da cidade, e receber um projeto que une música, literatura e conhecimento reforça nosso compromisso em aproximar cada vez mais a população da cultura e da preservação do nosso patrimônio”, destacou.
O projeto integra a programação oficial de aniversário de Pindamonhangaba e convida moradores e visitantes a vivenciarem a história da cidade em um dos seus espaços culturais mais emblemáticos, por meio de experiências que unem arte, memória e identidade.
“Pensamos o ‘Quintas de Música & História no Museu’ como uma verdadeira homenagem a Pindamonhangaba. Reunir música, literatura e história dentro do Museu Histórico, um dos maiores símbolos da nossa memória, é uma forma de aproximar a população das suas raízes e mostrar que o patrimônio cultural permanece vivo quando é compartilhado com a comunidade. Celebrar os 321 anos da cidade nesse espaço torna essa experiência ainda mais significativa”, afirmou a pesquisadora e escritora Juraci de Faria Condé, idealizadora do projeto.