Cepatas alerta para prevenção da esporotricose e reforça importância do tratamento e da guarda responsável
A Prefeitura de Pindamonhangaba, por meio do Cepatas (Centro de Proteção e Atendimento aos Animais), vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, alerta a população sobre a esporotricose, uma zoonose causada pelo fungo Sporothrix, que pode afetar tanto animais, principalmente gatos, quanto seres humanos.
A doença provoca lesões na pele e pode ser transmitida por meio do contato com solo, plantas ou madeira contaminados, além de arranhões e mordidas de animais infectados. Antigamente conhecida como “doença do jardineiro”, a esporotricose tem registrado aumento significativo em todo o país e, atualmente, os gatos são considerados os principais acometidos e transmissores da enfermidade.
Segundo o Ministério da Saúde, a doença já está presente em todas as regiões do Brasil. Estudos apontam que fatores como as mudanças climáticas podem estar relacionados ao aumento da circulação do fungo. Em Pindamonhangaba, casos em animais e em pessoas são monitorados pelos órgãos de saúde. Os pacientes recebem acompanhamento e tratamento, e o Cepatas disponibiliza gratuitamente a medicação para os animais, além de realizar avaliações veterinárias periódicas durante todo o tratamento.
Outro ponto importante é o destino correto dos animais que morrem em decorrência da doença. Como o fungo permanece ativo no organismo após o óbito, o enterramento pode contaminar o solo e favorecer sua disseminação. Por isso, a orientação é que esses animais sejam encaminhados para incineração, procedimento que impede a propagação do fungo no ambiente.
O Cepatas também reforça uma orientação já conhecida pelos tutores: manter os gatos sem acesso às ruas. Além de reduzir riscos de atropelamentos, envenenamentos e brigas entre animais, essa medida ajuda a prevenir o contato com o fungo causador da esporotricose.
A diretora do Departamento de Saúde Animal, Andrea Louzada, destacou que a informação é uma das principais ferramentas para combater a doença. “A esporotricose tem tratamento e cura, tanto para os animais quanto para as pessoas, desde que seja diagnosticada precocemente e tratada corretamente. Por isso, orientamos que os gatos permaneçam em ambiente seguro, sem acesso às ruas, reduzindo o risco de contaminação. Em caso de suspeita, é fundamental procurar um estabelecimento veterinário ou Cepatas para avaliação veterinária. Nossa equipe realiza o acompanhamento dos casos, fornece gratuitamente a medicação e orienta os tutores durante todo o tratamento, contribuindo para a proteção da saúde animal e da saúde pública”, afirmou.
Em caso de suspeita da doença, como a presença de feridas que não cicatrizam, nódulos ou lesões na pele dos animais, a recomendação é procurar o serviço veterinário o quanto antes para avaliação veterinária. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para a recuperação do animal e para evitar a transmissão da doença.