EDUCAÇÃO

19/12/17 - Prefeitura e conselhos vistoriam investimentos em melhorias de todas escolas municipais
19/12/2017 - 17h09

 Mais de R$ 8 milhões estão sendo investidos pela Prefeitura na melhoria dos prédios

 

A Prefeitura de Pindamonhangaba, por meio da Secretaria de Educação e Cultura, organizou, na quinta-feira (14), uma vistoria em quatro das 19 unidades de ensino, entre escolas e Cmeis - centros municipais de ensino infantil, que estão passando por obras de manutenção, nesta primeira fase de adequações dos prédios. Todas as unidades receberão as melhorias necessárias.

Este é um investimento inédito na estrutura educacional municipal de Pindamonhangaba, realizado com verba própria, por meio de ata de registro e contratação de empresa. O cálculo de investimento foi feito com base nas necessidades das escolas emergenciais e multiplicado para todas as unidades, totalizando 60 prédios.

Nesta primeira fase de obras, que abrange 20 prédios, sendo 19 escolas e cmeis e a nova sede da Secretaria, estão sendo investidos R$ 8.004.038,17, dentro dos 25% do orçamento municipal que cabem à Educação. As primeiras escolas escolhidas são as que necessitavam emergencialmente das obras e que apresentavam problemas graves como por exemplo, na estrutura de telhados.

Por se tratar de obras emergenciais, os serviços tiveram início em torno de setembro, período ainda de aulas na Rede Municipal. Contudo, cada escola se organizou, seja enviando salas com seus professores para centros comunitários ou escolas próximos, ou unindo turmas, para que o ensino das crianças não fosse prejudicado. O prazo de cada obra é, no máximo, de 120 dias.

Agora, ao final do ano, as escolas emergenciais estão em fase final de obras, e já contam com lousas digitais instaladas e serviço de wi-fi em fase de aprovação pelo Departamento de TI da Prefeitura.

"Após a queda do telhado da escola Padre Zezinho, no início do ano, e nossa percepção da precariedade da infraestrutura das escolas, a Prefeitura iniciou um projeto inédito de manutenção de um grupo significativo de escolas municipais. Essa manutenção é inédita pois envolveu um grupo de 20 escolas simultaneamente em serviços de elétrica, hidráulica, alvenaria, pintura e telhado", explicou o secretário de Educação, professor Júlio Valle. "Nosso projeto de educação para o município defende que tudo na escola é pedagógico, inclusive sua infraestrutura, de modo que tudo pode contribuir ou não para a aprendizagem de nossas crianças. As obras emergenciais, que mais nos preocupavam, já estão sendo finalizadas, e as crianças voltarão às aulas em 2018 com escola novas e mais seguras. As próximas escolas receberão obras que não são emergenciais, a partir de janeiro, também buscando causar o menor transtorno possível para alunos e professores", destacou.

 

 Escola Municipal André Franco Montoro, Crispim

A EM André Franco Montoro, localizada no Crispim, está recebendo um investimento de R$453.912,39 nas obras de manutenção. Uma das principais adequações da escola foi separar a rede elétrica por salas - antes uma chave geral ligava e desligava a energia elétrica da escola inteira, que permanecia com as luzes acesas desde a entrada do primeiro à saúda do último funcionário. Agora, cada sala de aula conta com seus interruptores e controle dos ventiladores, o que vai gerar grande economia de energia elétrica no prédio.

Também foram feitas adequações na cozinha, com troca de pia, bancada e prateleiras mais adequadas e higiênicas, toda a parte hidráulica, troca de telhado com a instalação de mantas para conforto térmico dos alunos, construção de mini-quadra, entre outras melhorias.

De acordo com a professora corresponsável pela escola, Maura Ribeiro, as obras tiveram menos de dois meses de duração e, neste período, todas as crianças e seus professores foram transferidos para o andar superior da escola Isabel Nogueira, que estava disponível, e as aulas ocorreram normalmente.

 

Escola Municipal Rachel de Aguiar Loberto, Vale das Acácias

Logo na sequência do desabamento da EM Padre Zezinho, no início do ano, foram realizadas visitas de verificação em todas as escolas e encontrada uma questão nesta unidade: em duas salas de aula, a tesoura do telhado havia apodrecido. Também chovia muito dentro da escola. E a reforma do telhado virou também do piso, cozinha e todas as necessidades encontradas.

A marca registrada da unidade é o muro pintado pelos alunos dos quintos anos,que mudou a cara da escola.  Tanto que a intenção é oferecer os demais muros para que todos os alunos possam exercer sua criatividade.

Durante as obras, duas turmas de crianças menores foram transferidas para o Cmei Liberdade e as demais fizeram revezamento de salas, para que as obras pudessem ser realizadas.

As obras na EM Rachel de Aguiar Loberto representaram um investimento de R$ 330.480,67 da Prefeitura.

 

Cmei Ildefonso Machado, Laerte Assumpção

O primeiro Cmei a receber a manuteção foi o Ildefonso, emergencialmente, pois seu telhado apresentava condições muito próximas ao da escola Padre Zezinho, antes de ceder.

De acordo com a professora Letícia Bento, o Cmei apresentava muitas goteiras e somente a troca do telhado não estava dando resultado, por isso, foi feita uma reforma geral e colocação de manta térmica. Móveis se estragaram devido às goteiras, assim como todo o equipamento elétrico do palco. Foram feitas, ainda, adequações nos banheiros, como degraus na área de banho, para conforto crianças e funcionários.

As aulas tiveram início no final de outubro e todas as turmas, professoras e mobiliários foram alocados em outras unidades. "A comunidade conhecia a situação e compreendeu que todo esse incômodo valeria a pena. Em todos os lugares, fomos bem recebidos e muito bem tratados", destacou Letícia.

O Cmei recebeu um investimento de R$ 286.502,84 em obras de manutenção.

 

 

Escola Municipal Abdias Júnior Santiago e Silva, Santa Cecília 

Esta é uma das mais antigas escolas municipais da cidade, inaugurada em 1991, e apresentava questões estruturais importantes. Essa escola foi ampliada mas não reformada, por isso, o telhado antigo não pôde nem ser reformado e teve que ser refeito. A escola apresentava muitas goteiras, fiação antiga que queimava muitas lâmpadas constantemente.

De acordo com a professora Ana Maria Caetano dos Santos, outro destaque foi a nova pintura. "A pintura predominantemente branca deu paz à escola. As professoras reclamavam muito da pintura antiga. A cor laranja é bonita, mas agitava muito as crianças e agora estamos em paz", destacou. "Nossos toldos estavam desgastados e a cozinha, fora do padrão de higiene, e isso também foi resolvido".

As obras tiveram início em setembro e houve muito apoio dos pais de alunos. "Recebemos convite para transferir os alunos para o centro comunitário, mas as mães decidiram não tirar os alunos daqui durante as obras. Tínhamos reclamação de anos e agora vamos começar 2018 com escola nova. O conselho da escola fez até uma comemoração pelas obras, recebemos os pais para um tour dentro da unidade, estamos muito felizes e aqui, só elogios", garantiu, lembrando que muitos pais de alunos estudaram naquela escola, por isso há uma ligação afetiva mais forte.

O investimento da Prefeitura na manutenção da escola Abdias foi de R$ 274.048,44.

 

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